Apresentada ao mundo em 2001, e lançada no Brasil em 2003, a primeira geração do Citroën C3 agrada (principalmente às mulheres) por suas linhas ovais e mais simples, seguindo o design da montadora francesa no começo da década. Até que chegou a hora de uma nova geração assumir o nome do modelo compacto, adotando o estilo que foi surgindo nas famílias C4 e C5. E tanto trabalho resultou na segunda geração do C3, apresentada hoje pela Citroën, exposta oficialmente no Salão de Frankfurt em setembro, e nas concessionárias da Europa até o mês de novembro.
Conforme as imagens que haviam vazado por toda a web mostravam, o novo C3 está mais próximo dos outros modelos da marca. A frentre apresenta faróis repuxados, para-choques robusto com uma ampla entrada de ar em forma de trapézio. Na lateral, o formato das janelas desenha um arco que se inicia de forma irregular na base dos retrovisores e termina com uma janela espia na coluna C. A traseira deixou de usar as lanternas triangulares para adotar novas, em formato semelhante as da C4 Picasso. Em números, o novo C3 ganhou alguns centímetros no comprimento e na largura: passando de 3,85 m para 3,94 m e de 1,66 m para 1,71 m, respectivamente. O Cx é de 0,30.

Mas a maior atração da nova geração do C3 está mesmo no teto. Se você já teve a oportunidade de entrar numa C4 Picasso, com certeza se impressionou com a sensação que o pára-brisa panorâmico oferece. No C3, a inovação também está presente. Batizado de Zenith, o pará-brisa avança até os dois bancos da frente, oferecendo um ângulo de visão de 80º. A parte do vidro que fica sobre os passageiros recebeu uma extensa faixa degradé, visando proteção contra os raios solares mais intensos.
No interior, uma maior sofisticação e conforto chamam a atenção. O painel de instrumentos não é mais digital, adotando linhas mais claras e objetivas. O novo volante e detalhes imitando alumínio por todo o interior compõe o visual mais luxuoso. Os bancos e a manopla do câmbio são semelhantes aos do atual, mas os acionamentos dos vidros deixaram o console central para passar a ocupar as portas.
A Citroën não divulgou detalhes sobre a motorização do C3, mas prometeu uma nova geração de motor três cilindros a gasolina que poderá fazer com que algumas versões do modelo, como a Stop & Star, emitam menos de 100 g/km de CO2.
Por Carlos Eduardo Tobias





