Sofrendo os efeitos da crise do mercado automotivo norte-americano, a Chrysler decidiu adotar uma medida rigorosa: cortará cerca de 1.000 empregos, de forma gradual. Petróleo em alta, economia fraca e baixa confiança do consumidor fizeram com que as vendas da gigante – não só dela, aliás – caíssem consideravelmente neste ano, gerando prejuízos milionários para a empresa. Como forma de reverter esse quadro, a Chrysler adotou uma série de medidas: investir em modelos mais econômicos, reduzir o preço de seus produtos e até encerrar a produção e fábrica de alguns outros. O resultado, porém, não foi o que a montadora norte-americana esperava.

Cerca de 1.000 empregados deverão ser demitidos até outubro deste ano, visando a redução de custos. A empresa disse que a redução ocorrerá de forma gradual, através de aposentadorias, acordos e programas especiais. O corte terá proporções mundiais, porém as sedes presentes nos EUA deverão receber boa parte deles. Em carta expedida pela Chrysler, o porta-voz e chefe de recursos-humanos da montadora, Nancy Rae, diz que “em resposta à atual condição do mercado, uma redução gradual de 1.000 assalariados da empresa ocorrerá até o dia 30 de setembro de 2008″.
Por Fillipe Vivas