Sistema de freios ABS completa 30 anos

21 07 2008

Três décadas atrás, a empresa alemã Bosch lançava o que viria a ser um dos mais importantes itens de segurança nos automóveis. O ABS, primeiro sistema de freio anti-travamento do mundo (que no inglês significa “Anti-lock Brake System” e no alemão “Antiblockier-Bremssystem“) tinha como objetivo evitar que as rodas do veículo travassem quando o pedal do freio fosse pisado fortemente, evitando o descontrole do veículo e permitindo que o motorista pudesse desviar de algum possível obstáculo pela frente. Como conseqüência, cerca de 24% das mortes em acidentes podem ser reduzidas com a aplicação do ABS. No caso dos atropelamentos, esse número salta para 27%.

A primeira tentativa de fazer um sistema que evitasse o travamento das rodas data de 1908, desenvolvido na europa e feito especialmente para locomotivas. Em 1978, a primeira versão comercial do sistema, que começou equipando os modelos da Mercedes-Benz, pesava cerca de 6,2 kg e, apesar da sua importância, não era totalmente eficaz. Havia muitos equipamentos, pouca – ou nenhuma – eletrônica e era muito suscetível a falhas. Durante esses 30 anos, o sistema evoluiu muito e passou a atuar em conjunto com outros equipamentos, como o controle de tração (TSC) e de estabilidade (ESP), adotados em 1986 e 1995, respectivamente.

Poucos modelos nacionais oferecem de série o sistema anti-travamento dos freios, cujo pontapé inicial foi dado pelo Volkswagen Santana, em 1991. Hoje, cerca de 13% dos carros aqui produzidos saem equipado com o sistema, ante 74% nos EUA e 100% na União Européia, onde é obrigatório. Um dos entraves para a aceitação do componente é o custo elevado devido à sua fabricação no exterior. Quer dizer, era até setembro do ano passado, quando a Bosch anunciou a implantação da sua fábrica de ABS em Campinas (SP). Com isso, o preço do componente caiu cerca de 30%, fazendo com que as principais montadoras nacionais revertessem a redução ao cliente, tornando o produto mais acessível à população. Os números, porém, não chegam nem ao limite do aceitável, para os padrões mundiais. Além do preço elevado, a falta de consciência do consumidor brasileiro perante ao equipamento, dando mais ênfase à itens de conforto, como ar-condicionado e CD Player, prejudica a popularização do componente.

Por Fillipe Vivas


Ações

Informações

Deixe um comentário