Crise americana faz montadoras reduzirem produção

21 07 2008

Outra crise do petróleo nos EUA? Não se sabe ao certo, mas de uma coisa temos a certeza: as reservas de petróleo estão se esgotando e a procura por combustíveis alternativos está crescendo cada vez mais. Aqueles que não acompanham a ‘batalha’, liderada pelos japoneses, principalmente, estão se perdendo pelo caminho. Nem os precursores, porém, se safam da crise americana. É o exemplo da Honda, uma das únicas montadoras que menos perdeu vendas no mercado norte-americano este ano, mas que já vem sentido os efeitos da situação. A falta de confiança do consumidor americano, que tem gerado uma queda dos índices econômicos também está entre as principais causas do declínio do mercado automotivo nos EUA.

Recentemente, a Dodge se viu forçada a dar férias coletivas aos seus funcionários da planta mexicana de Saltillo, de onde sai a picape grande RAM, depois que as vendas do modelo caíram cerca de 25%. A Chrysler, tendo em vista a crise financeira que vem se alastrando há algum tempo no grupo, cortou as versões mais completas de Sebring e Dodge Avenger, além de oferecer agora apenas o propulsor 4 cilindros, mais econômico e eficiente que o 3,5l V6. Visando a redução de custos, os modelos perderam ainda equipamentos de série, que podem migrar para as versões intermediárias oferecendo um custo/benefício melhor, tendo como alvo os modelos japoneses, além dos já citados problemas de mercado.

Já a ambientalmente correta Honda anunciou hoje (21) que vai reduzir a produção da minivan Odyssey e do crossover Pilot em 10 mil unidades, em sua fábrica no Alabama (EUA). O corte, previsto para agosto, pode vir acompanhado de uma férias coletiva não-remunerada, caso preciso, segundo David Iida, porta-voz da empresa. No primeiro semestre deste ano, a montadora japonesa produziu 2,4% a menos que no mesmo período do ano passado, totalizando cerca de 158.316 unidades.

Por Fillipe Vivas


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