A Fiat Automóveis do Brasil terá dez dias, a partir da data de entrada do processo, para apresentar defesa perante a defeito no eixo da roda traseira do hatch médio Stilo. O DPDC (Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor), do Ministério da Justiça, instaurou nesta sexta-feira (27) processo administrativo contra a montadora. A Fiat nega que o modelo apresente defeitos de fábrica, ignorando os registros dos acidentes divulgados pela mídia e negando possibilidade de recall.

A Fiat poderá receber multa de até R$ 3 milhões, após as investigações, caso comprovado que disponibilizou veículos que trazem risco à saúde e à segurança do consumidor, sem que tenha realizado a chamada pra eventual substituição dos componentes causadores do defeito. Segundo dados do DPDC, constam a ocorrência de 8 acidentes causados pela soltura de uma das rodas do eixo traseiro do Fiat Stilo. Em um dos casos, inclusive, foi constatada a morte de uma pessoa.
O engenheiro mecânico e assessor técnico da Fiat, Carlos Henrique Ferreira, afirmou que seis clientes se apresentaram alegando problemas no eixo traseiro do modelo, sendo todos analisados criteriosamente pela montadora. “Em todos os casos fizemos análise e o laudo comprova que a quebra do cubo da roda é conseqüência do acidente e não a causa”, afirmou.

O hatch médio da marca italiana, que acabou de receber um tapa visual e é o atual segundo colocado do segmento, foi lançado em 2002 e desde então mais de 100 mil modelos saíram da linha de montagem em Betim (MG). Recentemente um caso semelhante veio à tona na mídia quando 8 pessoas perderam a ponta do dedo ao tentarem rebater o banco traseiro do Fox, da Volkswagen. Mais de um ano depois da ocorrência do primeiro caso, a montadora alemã foi obrigada pelo DPDC a fazer chamada de mais de 447 mil modelos além de pagar multa milionária.
Por: Fillipe Vivas
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